Conheça o papel da testosterona nas mulheres

A Dra. Mariana Halla escreveu sobre testosterona nas mulheres para o portal Sua Corrida, confira:
Conheça o papel da testosterona nas mulheres
Entre elas, este esteroide é importante para a manutenção da massa óssea, libido e disposição

Sexo frágil? Que nada! Embora as mulheres apresentem vinte vezes menos testosterona que os homens, isso não as tornam mais frágeis e indefesas. Hoje, sabemos da importância deste hormônio, independentemente do gênero. Na puberdade, o primeiro hormônio sexual que aparece é o DHEA, precursor da testosterona e responsável pelo surgimento dos pelos pubianos. O pico da produção é na casa dos 20 anos e, depois, vai diminuindo até 20% da quantidade aos 80 anos de idade. A testosterona segue padrão similar e, até cinco anos antes da menopausa – entre as mulheres –, as quantidades deste hormônio podem despencar.

Bastante conhecida pelo caráter virilizante nos homens, entre mulheres é responsável pela manutenção da massa óssea, libido e disposição. Estudos mais recentes (publicados na Women’s Health Across the Nation) relacionam a falta desta substância a alterações de humor e de depressão que cerca tantas mulheres, principalmente na perimenopausa.

A deficiência deste hormônio está diretamente ligada à fadiga (cansaço), adinamia (indisposição geral) e falta de libido, além da perda de massa magra. Sabemos que até 88% das mulheres apresentam algum distúrbio da sexualidade na menopausa, mas felizmente, após 2001, ficou estabelecido que mulheres com este diagnóstico podem se beneficiar da reposição deste esteroide.

Além do envelhecimento fisiológico, a exposição a pesticidas, herbicidas e outros venenos pode diminuir a quantidade da testosterona, assim como o aquecimento de plásticos, estresse crônico e pílulas anticoncepcionais.

A testosterona ainda não existe industrializada no comércio mundial para mulheres. Portanto, deve ser manipulada, preferencialmente, na forma de gel ou creme transdérmico. As doses devem ser individualizadas e acompanhadas pelo médico.

É importante ressaltar que este hormônio não é o mesmo administrado em fisiculturistas – a famosa “bomba” – e não vai levar ao anabolismo se usado em doses recomendadas.

*Mariana Halla é ginecologista e obstetra especialista em ginecologia endócrina do Instituto de Prevenção Personalizada.

Fonte: Portal Sua Corrida

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