Canabidiol e seu potencial terapêutico

planta

A Cannabis é hoje um assunto que se encontra na primeira página de muitos jornais, por ser uma planta com diversos aspectos, não só farmacológicos mas com potencial terapêutico e econômico muito grande. Sua forma medicinal, já é colocada no mundo da ciência em diversas especialidades, como na área neurológica, oncologia, nos distúrbios comportamentais da área psiquiátrica e entre outras, por isso é preciso desmistificar as questões polêmicas sobre suas intervenções terapêuticas.
Falando no aspecto farmacológico, estudos apontam que ela pode ser benéfica e ajudar no tratamento em relação a diversas doenças, inclusive reduzindo outras medicações em suas doses. Apesar de ainda não existir uma afirmação comprovada sobre a cura efetiva de uma doença com o uso da cannabis, sabemos que ela alivia muitos sintomas e por esse simples fato, é uma substância que pode ser considerada de fato um medicamento, o qual pode melhorar muito a qualidade de vida em diversos casos, como no câncer por exemplo, através do estímulo da fome, possuindo ação benéfica no humor e sendo analgesica em situações onde é muito frequente a dor induzida pela quimioterapia, na oncologia é comum pacientes procurar o uso para aumentar a qualidade de vida durante o momento do tratamento, controlando náuseas e vômitos com poucos ou até mesmo nenhum efeito colateral.
Possuímos receptores em nosso organismo e praticamente todas as células do nosso corpo respondem a cannabis, possuindo uma interação benéfica normalmente e de forma natural.
É comum ouvir dizer que o uso da substância reflete em perda de neurônios, mas como qualquer outro medicamento, há recomendações. Quando o cérebro está passando por transformações como no caso de mulheres grávidas com seus fetos e adolescentes, possuímos uma sinalização que de fato pode existir uma alteração impactando em sua vida adulta, por isso a recomendação é que essas pessoas não façam o uso crônico. O que muitos não sabem é que isso não acontece com pessoas em sua faixa etária mais tardia, por volta dos 50 anos onde os receptores estão mais maduros, fase em que a cannabis pode estimular o nascimento de novos neurônios, não trazendo perda neuronal mas sim sendo um medicamento neuroprotetor, que se associado ao exercício físico pode ser ainda melhor.
Hoje existem várias formas de apresentação do tratamento com o canabidiol, através de cápsulas, supositórios, spray, a própria resina e tinturas, já o uso da maconha psicoativa como uma droga ilícita está mais associada a um estilo de vida inadequado, pois o grande risco é a transgressão, o tráfico, o uso de drogas que estão misturadas e que nem sempre possuem uma ação adequada como uma droga apenas psicoativa em um aspecto e o risco potencial do uso em fases de vida em questões de memorização, adequação social, atividade e aprendizado.
Não estamos habituados a pensar na cannabis como uma substância medicinal, mas sim como uma droga ilícita e temos muita coisa para rever em seu aspecto terapêutico, tanto na ação como elemento psicoativo, neurológico, imunológico e nas questões específicas do câncer.
Entendemos que muitas pessoas buscam a cura, mas possuímos a leitura de que esse não é o objetivo e sabemos que através da gestão da saúde no sentido de bem estar, autonomia e capacidade resolutiva é causado um grande impacto em todas as células do ser humano, assim, o bem estar psíquico, comportamental e a felicidade traz o resgate de forças energéticas potencialmente reconstrutoras, como ações benéficas e sistêmicas.
Fumar maconha de maneira diária não é o ponto central, o uso indicado em determinadas idades e com doses individualizadas, em questões neurológica, autoimune, câncer, dor crônica, para redução de enjoo e melhora de apetite.
O canabidiol saiu da lista de substâncias proibidas e qualquer médico pode prescrevê-lo através de etapas específicas, onde é necessário ser feito um laudo justificando o porquê da prescrição do uso compassivo do canabidiol, com termo de responsabilidade, juntamente da anvisa.
Ainda não é uma regulamentação fácil mas que está evoluindo e trazendo cada vez mais pacientes conscientizados.
Informação é tudo, converse com seu médico e assista nosso vídeo sobre o assunto com Dra. Vania Assaly e a Dra. Ana Paula Dall Stella, profissional especialista no assunto.
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